CBF e Fifa amenizam críticas e encaram pausa como “normal” durante Copa do Mundo Feminina
- 14/08/2026
A Copa do Mundo Feminina só irá acontecer em 2027, no Brasil. Entretanto, o evento já vem sendo foco de reclamações e críticas de diversos dirigentes nos bastidores. Isso porque acontecerá uma paralisação obrigatória das competições durante os jogos da Copa.
Mas apesar da “chiadeira”, a CBF afirma que o congelamento do calendário já estava previsto desde que o país se candidato para sediar o evento, em 2023. Assim como a entidade brasileira, a Fifa trata a situação com naturalidade e acredita que o cronograma está sendo seguido.
Em conversa com o GE, o diretor de operações da Copa de 2025 tratou de tranquilizar a situação. “Ela é apresentada como requerimento para um país sediar o evento, então quem se candidata a receber, se candidata conhecendo esse requerimento“, afirmou Thiago Jannuzzi.
Paralisação faz parte de projeto bilionário para 2027
Em meio aos discursos e reclamações, a decisão de parar o futebol brasileiro vai além da questão esportiva. Isso porque a CBF e o Governo Federal trabalham com uma movimentação de R$ 8,8 bilhões durante o evento, de acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas.
Ao longo de toda a competição, a expectativa é que o evento atraia algo em torno de dois milhões de pessoas. De forma antecipada, 730 mil torcedores já se cadastraram para comprar os ingressos.
Serão 64 jogos disputados por 32 seleções, sendo entre 24 de junho e 25 de julho. Com palcos como Maracanã, Neo Química Arena, Mineirão e Beira-Rio totalmente cedidos para a Fifa nas oito cidades-sede, ficaria praticamente impossível manter o Brasileirão rodando sem prejudicar os clubes mandantes.
Pausa virou rotina no calendário do futebol brasileiro
Outro ponto crucial ressaltado pela organização é que o futebol brasileiro já vem se acostumando com essa dinâmica. No meio do ano passado, o Brasileirão foi paralisado por conta do Mundial de Clubes. Nesta temporada aconteceu o mesmo, mas por conta da Copa do Mundo.
“Os clubes seriam esportivamente prejudicados por não contar com os seus melhores jogadores, não contar com seu estádio também é um prejuízo esportivo“, pontuou Jannuzzi, reforçando que o meio do ano agora deve ser encarado por todos os times como um período fixo de pausa.










